
Ibovespa registra nona alta consecutiva e se aproxima dos 200 mil pontos; petróleo estável e dados de inflação no Brasil contribuem para cenário.
O dólar voltou a cair e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos. A bolsa brasileira renovou recordes nesta sexta-feira (9), em um dia de maior apetite por risco no mercado global. O movimento ocorreu em meio à estabilidade do petróleo no exterior e à repercussão dos dados de inflação no Brasil.
O dólar comercial fechou em baixa de R$ 0,052 (-1,02%), cotado a R$ 5,011, o menor nível desde 9 de abril de 2024. Ao longo do dia, a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00. Na semana, a divisa acumulou queda de 2,9%, enquanto no ano a desvalorização acumula 8,72%.
Analistas apontam três fatores principais para a queda: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities e o alívio geopolítico, que reduz a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

BOLSA EM ALTA
O Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil. Foi o nono pregão seguido de ganhos e o 16º fechamento recorde, consolidando a melhor sequência da bolsa brasileira desde janeiro. Na semana, o índice acumulou alta de 4,93%.
O principal motor do movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro em 2026. Dados do Banco Central mostram entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro. Esse mesmo fluxo tem contribuído para a valorização do real em relação ao dólar, criando um ciclo favorável para os ativos brasileiros.
INFLAÇÃO E JUROS
No cenário doméstico, investidores reagiram à divulgação da inflação oficial de março pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador ficou em 0,88%, acima do esperado, o que reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil. Com isso, o real se torna mais atrativo para investidores estrangeiros.
PETRÓLEO ESTÁVEL
No mercado internacional, o petróleo apresentou leve queda, com investidores monitorando negociações diplomáticas relacionadas ao Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, recuou 0,75%, para US$ 95,20. O barril WTI, do Texas, caiu 1,33%, a US$ 96,57. Apesar das oscilações, os preços seguem relativamente estáveis, com o mercado atento às conversas entre Estados Unidos e Irã e aos possíveis desdobramentos do conflito na região.
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Edição: Aurélio Fidêncio
Matéria: Wellton Máximo
Fonte: Agência Brasil / Reuters
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