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Haddad: Ataques a Irã não devem ter impacto imediato na macroeconomia brasileira, mas pasta acompanha com cautela

Ministro da Fazenda afirmou que escala do conflito no Oriente Médio determinará eventuais efeitos; fechamento do Estreito de Ormuz pode afetar preço do petróleo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não deverão ter impactos imediatos na macroeconomia brasileira. A declaração foi feita durante aula magna na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (USP).

Haddad ponderou, no entanto, que é difícil prever o desenrolar do conflito no Oriente Médio e que a pasta está analisando “com cautela” a questão. “A escala do conflito vai determinar muita coisa. A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, afirmou.

O ministro acrescentou que o governo acompanhará os desdobramentos para eventualmente estar preparado para uma piora do ambiente econômico, “que nesse momento é difícil prever que vai acontecer”.

ESTREITO DE ORMUZ

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para a passagem de navios, com a ameaça de que embarcações que tentarem atravessar o local serão incendiadas. A região é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo global da commodity.

O fechamento do estreito pode pressionar os preços do petróleo no mercado internacional, com potenciais reflexos nos combustíveis e na inflação em diversos países, incluindo o Brasil. Analistas apontam que, embora o país seja autossuficiente na produção de petróleo, os preços internos são influenciados pelas cotações globais.

Apesar das tensões, Haddad manteve tom otimista em relação à economia brasileira, destacando o momento positivo para atração de investimentos. O governo segue monitorando a situação e deverá avaliar medidas caso o conflito se intensifique e gere impactos mais significativos.

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Edição: Aurélio Fidêncio
Matéria: Sabrina Craide
Foto: Paulo Pinto
Fonte: Ministério da Fazenda
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Aurélio Fidêncio

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