
Planeta anão foi descoberto em 1930 e ainda não completou uma órbita ao redor do Sol desde então; distância extrema explica ritmo lento.
Um único ano em Plutão dura cerca de 248 anos terrestres. Isso acontece porque o planeta anão está muito distante do Sol, levando mais de dois séculos para completar apenas uma volta completa ao redor da nossa estrela. Enquanto na Terra o ano passa rapidamente, em Plutão uma única “estação orbital” pode durar várias gerações humanas.
Plutão foi descoberto em 1930 pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh no Observatório Lowell, no Arizona. Desde então, apesar de quase um século ter se passado na Terra, o pequeno mundo gelado ainda não concluiu uma órbita completa desde o momento em que foi identificado pelos cientistas. Isso significa que, em termos cósmicos, Plutão ainda está “começando” o seu ano desde que foi encontrado.
A órbita de Plutão é não apenas longa, mas também bastante excêntrica e inclinada em relação aos demais planetas do Sistema Solar. Em seu ponto mais próximo do Sol, chamado periélio, Plutão chega a cerca de 4,4 bilhões de quilômetros da nossa estrela. Já no ponto mais distante, o afélio, ele se afasta para aproximadamente 7,4 bilhões de quilômetros.
Essa enorme distância explica o ritmo extremamente lento dos corpos que habitam as regiões mais distantes do nosso sistema planetário. Plutão orbita o Sol a uma velocidade média de apenas 4,7 quilômetros por segundo, enquanto a Terra viaja a cerca de 30 quilômetros por segundo.

Plutão foi classificado como planeta por 76 anos, desde sua descoberta em 1930 até 2006, quando a União Astronômica Internacional (IAU) o reclassificou como planeta anão. A decisão foi tomada após a descoberta de outros corpos de tamanho semelhante no Cinturão de Kuiper, uma região além de Netuno repleta de objetos gelados.
Apesar do rebaixamento, Plutão continua fascinando cientistas. Em 2015, a sonda New Horizons da NASA realizou o primeiro sobrevoo próximo do planeta anão, revelando montanhas de gelo, vastas planícies de nitrogênio congelado e uma atmosfera fina. Plutão também possui um sistema de cinco luas conhecidas, sendo a maior delas, Caronte, com cerca de metade do tamanho do próprio Plutão.
Esse fato mostra como as escalas de tempo no Sistema Solar podem ser surpreendentes. Para se ter uma ideia, desde que Plutão foi descoberto em 1930, ele percorreu pouco mais de um terço de sua órbita. A próxima vez que Plutão completará um ano inteiro desde sua descoberta será apenas em 2178, quando estará de volta à mesma posição no céu observada por Clyde Tombaugh há quase 250 anos.
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Edição: Aurélio Fidêncio
Fonte: NASA / União Astronômica Internacional
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