Breaking News

Irã condena ação dos Estados Unidos contra a Venezuela em reunião do Conselho de Segurança da ONU

Representante iraniano classifica ataque militar e captura do presidente venezuelano como violações graves do direito internacional e alerta para riscos à ordem global baseada na Carta da ONU.

A República Islâmica do Irã condenou de forma contundente a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, realizada em Nova York na última segunda-feira. A declaração foi feita por Amir Saeid Iravani, representante permanente do Irã junto à ONU, diante dos demais Estados-membros.

Segundo Iravani, o ataque conduzido pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela configura uma violação direta da Carta das Nações Unidas, especialmente dos princípios que proíbem o uso da força e a interferência nos assuntos internos de Estados soberanos. Na avaliação iraniana, a operação representa um ato ilegal de agressão em larga escala, com potencial de comprometer a paz e a segurança regional e internacional.

O diplomata afirmou que ações militares dessa natureza extrapolam disputas bilaterais e produzem efeitos sistêmicos, afetando a estabilidade do sistema internacional como um todo. Para o Irã, a normalização desse tipo de conduta fragiliza os mecanismos multilaterais de resolução de conflitos e enfraquece o papel do Conselho de Segurança como instância central da segurança coletiva.

Durante a intervenção, Iravani também criticou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama, classificando o episódio como uma violação do direito internacional consuetudinário. De acordo com o representante iraniano, a medida afronta o princípio da inviolabilidade das imunidades garantidas a chefes de Estado e de governo, além de representar um ataque direto ao princípio da igualdade soberana entre as nações.

Outro ponto destacado foi a crítica à substituição do direito internacional por normas internas de um único país. Para o Irã, ao agir dessa forma, os Estados Unidos colocam seu ordenamento jurídico acima da Carta das Nações Unidas, criando um precedente considerado perigoso para a convivência internacional. Iravani alertou que esse tipo de postura, se tolerada, pode comprometer os fundamentos jurídicos que sustentam o sistema multilateral contemporâneo.

O representante iraniano também se posicionou contra a doutrina norte-americana conhecida como “paz pela força”. Segundo ele, essa abordagem privilegia o uso do poder militar em detrimento do Estado de Direito e da diplomacia, abrindo espaço para a imposição da força como regra nas relações internacionais. Na visão do Irã, a adoção desse princípio ameaça tornar inoperante o sistema de segurança coletiva previsto na Carta da ONU.

A manifestação do Irã se soma a uma série de posicionamentos críticos apresentados por diferentes países durante a sessão do Conselho de Segurança, evidenciando o grau de tensão e divisão provocado pelo episódio envolvendo Estados Unidos e Venezuela no cenário diplomático internacional.

Matéria: Aurélio Fidêncio
Clickaraçoiaba. A voz confiável da cidade desde 1999.

Aurélio Fidêncio

(15) 99732-1144

Deixe um comentário