“Bloco da neutralidade” embarca na campanha de Bolsonaro

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Integrantes de legendas que não declararam apoio oficial a nenhum dos candidatos no 2º turno já apostam na vitória do presidenciável do PSL

A poucos dias do segundo turno das Eleições 2018, as peças se movem no tabuleiro do xadrez político em direção às candidaturas à Presidência da República de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Embora a coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, encabeçada pelo capitão da reserva, conte oficialmente com apenas três legendas (o próprio PSL, o PSC e o PTB), a maioria dos partidos que está oficialmente no “bloco da neutralidade” tende a apostar no favoritismo do peesselista na disputa e, aos poucos, acomoda-se ao lado de Bolsonaro.

A coligação encabeçada pelo PT, O Povo Feliz de Novo, conta com mais apoios partidários, embora isso não tenha, por ora, refletido nas pesquisas de intenções de voto. Desde o início da campanha, o PT já tinha como aliados o PCdoB (da candidata a vice Manuela D’Ávila) e o Pros. Após o segundo turno, aderiam PSB, PDT, PSol, PSTU e PPL.

A reorganização das forças políticas para o segundo turno segue, naturalmente, as afinidades ideológicas dos partidos. É o que aconteceu com as siglas de esquerda, como PSTU e PSol, as quais migraram para o lado dos petistas, antigos companheiros em outras campanhas.

O PDT, de Ciro Gomes, declarou “apoio crítico” a Haddad. Mas o ex-presidenciável preferiu viajar para a Europa em vez de acompanhar o petista na campanha pelo país afora. Para completar, o irmão de Ciro, o senador eleito Cid Gomes, partiu para cima do PT: durante ato do Partido dos Trabalhadores em Fortaleza, disse que a sigla “vai perder feio a eleição”.

Mas parece ser tarde para panos quentes: a equipe de Bolsonaro usou, no horário eleitoral, as imagens de Cid atacando o PT. O estrago, ao que parece, foi feito.

Em cima do muro
As legendas mais de centro, de centro-direita ou de direita não exatamente rumaram para o exército do capitão Bolsonaro. O bloco que está oficialmente “em cima do muro” conta com: MDB, PSDB, PP, DEM, PPS, PSD, PR, PRB, Rede Sustentabilidade, Solidariedade, Podemos, Novo, Patriota e Democracia Cristã.

Quanto ao Novo, o candidato que disputou a Presidência no primeiro turno, João Amoêdo, não explicitou apoio ao peesselista e declarou não votar no PT de jeito algum. “Estamos em uma eleição do medo, quando deveríamos estar em uma eleição da esperança. Tenho muita dificuldade em apoiar qualquer um deles como presidente do Brasil”, observou.

“O PT, com Lula preso, Mensalão e Petrolão. Bolsonaro tem 28 anos no Congresso e não fez nada. Só lembro dele elogiando um torturador e brigando com a Maria do Rosário e com o Jean Wyllys. Não vejo nenhum dos dois resolvendo os problemas do Brasil”, ponderou Amoêdo.

Definições individuais
Mas, embora oficialmente as legendas do “bloco da neutralidade” optaram por não declarar apoio a nenhum dos dois candidatos, há também definições individuais. E, neste momento, as opções claramente beneficiam o presidenciável do PSL.

No MDB, Roseana Sarney, filha de José Sarney e histórica aliada do PT nas eleições do Maranhão, declarou apoio a Bolsonaro. Talvez por estar magoada com o fato de o petistas terem apoiado a reeleição do governador maranhense, Flávio Dino (PCdoB), que derrotou exatamente a ex-governadora e, consequentemente, o clã Sarney.

Em Pernambuco, dois ex-ministros do governo Temer oficializaram apoio ao candidato do PSL. Mendonça Filho (DEM), que ocupou a pasta da Educação, e Bruno Araújo (PSDB), à frente do Ministério das Cidades, foram derrotados na disputa por uma vaga no Senado. “Qualquer que seja a posição do PSDB, eu votarei, farei campanha e irei atuar dentro da legenda para trazer a maioria da nossa bancada federal para votar e trabalhar por Bolsonaro”, disse Araújo.

Tendência

Entre os neutros, a tendência é embarcar na nau bolsonarista. O ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), que disputa o segundo turno do governo de SP com Márcio França (PSB), já está com o presidenciável do PSL.

Outro tucano que se disse disposto a “construir a candidatura com Bolsonaro” é o candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo partido, Eduardo Leite. José Ivo Sartori (MDB), atual governador gaúcho e que tenta a reeleição contra Leite, também está com o capitão da reserva.

Eleito governador no Paraná, Ratinho Júnior (PSD) decidiu apoiar o candidato do PSL. O governador e candidato à reeleição no Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse sobre Jair Bolsonaro: “Nossa militância vai apoiar, eu vou apoiar”.

Candidato à reeleição no Amazonas, Amazonino Mendes (do mesmo PDT de Ciro Gomes) declarou apoio a Bolsonaro logo após o fim do primeiro turno.

Ou seja: caso se confirmem os números das últimas pesquisas de intenção de votos e Bolsonaro seja eleito presidente da República, o bolo do poder terá que ter muitas fatias para saciar os novos apoiadores de outras legendas.

Matéria: Aurélio Fidêncio
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