
Cantora se revoltou com o valor cobrado por um serviço de unhas e disse que a profissional condicionou o preço à divulgação em suas redes sociais.
A cantora Ana Castela usou suas redes sociais para relatar uma situação que considerou abusiva envolvendo o serviço de uma manicure. A artista, conhecida como “A Boiadeira”, afirmou que foi cobrada o valor de R$ 1.300 para fazer as unhas das mãos e dos pés, quantia que classificou como um “roubo” e “coisa superfaturada”. O episódio ganhou contornos inusitados quando, segundo o relato de Ana Castela, a profissional teria condicionado o preço cobrado à realização de uma publicação promocional no perfil da cantora no Instagram. A artista explicou que não poderia atender ao pedido devido a questões contratuais de publicidade, ao que a manicure teria respondido: “Então se não vai postar vou cobrar? R$ 1.300”.
No desabafo compartilhado com seus milhões de seguidores, Ana Castela revelou que, por ser uma pessoa famosa, costuma adotar uma estratégia para evitar situações como essa: ela nunca revela sua identidade antes de chegar ao local do atendimento. Dessa vez, no entanto, a estratégia não foi suficiente para evitar o que ela chamou de uma “extorsão”. A cantora, ex-namorada do também cantor Zé Felipe, expressou seu descontentamento, mas afirmou que se viu sem opção a não ser pagar o valor exigido para concluir o serviço. “Não posso botar preço no trabalho dos outros? então, o que nós fez? Pagamos e nunca mais a gente vai mexer nessa unha”, finalizou, demonstrando frustração com a experiência.

O caso levantou imediatamente um debate entre os fãs e o público em geral sobre a ética profissional e a cobrança de valores diferenciados para personalidades. Enquanto muitos apoiaram a cantora, criticando a tentativa de vincular o preço do serviço a uma divulgação não acordada previamente, outros ponderaram sobre a complexidade de se precificar serviços para clientes de alto perfil, cuja presença pode, de fato, gerar visibilidade significativa para um negócio. Especialistas em direito do consumidor costumam alertar que a cobrança de valores excessivamente diferentes sem uma justificativa clara relacionada ao serviço em si pode configurar prática abusiva, especialmente quando há condicionamentos como o relatado.
A exposição do caso por uma celebridade do tamanho de Ana Castela coloca luz sobre uma discussão recorrente no mercado de serviços pessoais e de beleza: é legítimo cobrar mais de um cliente famoso? A prática, embora comum em alguns círculos, carece de uma regulamentação específica e esbarra em princípios de isonomia. A situação descrita pela cantora vai além, sugerindo uma barganha por publicidade não contratual, o que a difere de um simples ajuste de preço. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) tem diretrizes claras sobre a necessidade de identificação de conteúdo pago ou incentivado em publicações, o que tornaria o pedido da profissional, conforme o relato, ainda mais complexo se realizado.
Independentemente dos desdobramentos do caso específico, o relato de Ana Castela serve como um alerta tanto para consumidores quanto para prestadores de serviços. Para os clientes, especialmente figuras públicas, a lição é a importância de estabelecer acordos claros, por escrito quando possível, incluindo o valor total dos serviços, antes do início do trabalho. Para os profissionais, o episódio evidencia os riscos de práticas comerciais que podem ser interpretadas como coercitivas ou que tentam forçar uma contrapartida de marketing não combinada, podendo gerar danos à reputação do negócio muito maiores do que o ganho financeiro imediato. A transparência e o acordo mútuo continuam sendo as bases mais sólidas para qualquer relação de consumo.
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Edição: Aurélio Fidêncio
Fonte: SBT
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