Homem que matou a garota Aline Dantas em Alumínio é condenado a 38 anos de prisão

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A vítima tinha saído de casa, na tarde de um domingo, para comprar fralda para a filha e foi estuprada, estrangulada e queimada

A Justiça condenou a 38 anos de prisão Heronildo Martins de Vasconcelos, de 47 anos, acusado de estuprar e matar Aline Silva Dantas, de 19 anos, em 2019. Ele foi nesta quinta-feira (9) a júri popular no Fórum de Mairinque, às 10h.

Heronildo foi condenado por estupro, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, havendo ainda agravantes na condenação, como asfixia, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio. Ele vai cumprir a pena em regime fechado.

O crime aconteceu em setembro de 2019, em Alumínio, quando a vítima saiu de casa para comprar fraldas para a filha de 1 ano. O corpo de Aline foi achado três dias depois em uma área de mata. Ela estava coberta por pedaços de madeira e parcialmente queimada. Em agosto de 2020, o réu confessou o crime. Entretanto, ele alegava ter passado por um “lapso de consciência”.

Na sentença, a juíza Camila Mota Giorgetti menciona que os jurados reconheceram que o réu apresenta uma personalidade “deturpada” e “incompatível com o convívio social”.

Relembre o caso

Moradora da cidade de Alumínio, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), a jovem Aline Silva Dantas, de 19 anos, desapareceu no dia 8 de setembro após sair de casa para comprar fraldas para a filha de 1 ano.

Imagens de segurança exibem o momento em que Aline entra numa farmácia da Vila Pedágio, por volta das 16h de domingo. A jovem ficou quatro minutos dentro da farmácia. De acordo com descrição da polícia para a reportagem à época, a jovem tentou usar o cartão no interior da farmácia, mas como ele foi recusado, ela sai e volta para a rua. Uma segunda imagem mostra Aline na calçada. Ela para numa esquina e atravessa a rua, mas depois não é mais vista no vídeo. O trajeto entre a casa da jovem até a farmácia é de cerca de 20 minutos.

Três dias depois, o corpo de Aline foi encontrado em uma área de mata. Ela estava coberta por pedaços de madeira e parcialmente queimada.

DNA

Heronildo, que trabalhava como porteiro, foi preso e apresentado no dia 2 de outubro de 2019 na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba. Exames feitos pela Polícia Científica demonstraram material genético do acusado no corpo de Aline.

Heronildo era casado e tem dois filhos – um de 21 e outro de 12 anos. Ele já tinha passagem por tentativa de estupro em Alumínio, em 2012.

Crime de oportunidade

O delegado Marcelo Carriel contou à época que Heronildo teria estuprado e assassinado Aline em 8 de setembro. No entanto, o crime não teria sido premeditado. A investigação apontou que foi um crime de “oportunidade”.

A vítima estaria passando pelo mesmo local onde o porteiro estava e, então, ele teria aproveitado o momento para cometer o ato. O delegado afirmou que o suspeito não conhecia a família de Aline e a única coisa em comum era morar na mesma cidade.

Corpo carbonizado

O acusado ainda tentou queimar o corpo da vítima, segundo a polícia. Para isso, ele teria furtado álcool gel de um velório um dia após o assassinato. Na manhã do dia seguinte ao crime, por volta das 6h, Heronildo foi visto no velório do pai de um amigo em Alumínio. A ausência do produto foi notada por pessoas que estavam lá.

Edição: Aurélio Fidêncio
Informações: Observatório da TV e Portal IG
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