Morre o ator Tarcísio Meira, aos 85 anos

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Ator estava internado para tratar Covid-19 em São Paulo

Um dos grandes galãs de todos os tempos, Tarcísio Meira é dono de uma história que se mistura à da TV brasileira. Ao lado da mulher, Glória Menezes, foi protagonista da primeira telenovela diária do país, “2-5499 — Ocupado”, na Excelsior, em 1963. Em 1968, o casal inaugurou a faixa das oito da Globo com “Sangue e areia”. Ao longo da carreira, atuou em mais de 60 trabalhos, entre novelas, minisséries e especiais. Seu último trabalho na TV Globo foi a novela “Orgulho e paixão”.

Tarcísio Magalhães Sobrinho nasceu no dia 5 de outubro de 1935, em São Paulo. O sobrenome Meira veio “emprestado” da mãe, Maria do Rosário Meira Jáio de Magalhães, por ser mais sonoro artisticamente e por trezes letras, uma superstição do jovem na época. Seu primeiro sonho profissional foi ingressar no Instituto Rio Branco para se tornar diplomada. Ao ser reprovado na primeira prova, em 1957, desistiu da ideia e acabou investindo definitivamente na carreira de ator.

Em sua longa trajetória na TV, o paulistano na TV viveu personagens inesquecíveis como Antônio Dias, em “Escalada” (1975), novela de Lauro César Muniz. Com Felipe, em “Guerra dos sexos” (1983), surpreendeu ao viver seu primeiro personagem cômico e protagonizou cenas impagavéis ao lado de Fernanda Torres e Paulo Autran. Renato Villar, em “Roda de Fogo” (1986), obra de Lauro César Muniz; Dom Jerônimo, na minissérie “A muralha” (2000), adaptação do livro de Dinah Silveira de Queiroz assinada por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro; Aristide, em “Páginas da vida” (2006), e Manoel Carlos; Tibério Vilar, no remake de “Saramandaia”, de Dias Gomes, feito por Ricardo Linhares (2013), foram outros personagens que marcaram sua carreira. Sua última novela foi “Orgulho e paixão”, escrita por Marcos Bernstein em 2018, em que interpretou Lorde Williamson.

No fim de 2019, Tarcísio subiu aos palcos pela última vez, com a reencenação de “O camareiro”, peça que estrelou em 2015 e lhe rendeu o prêmio Shell de melhor ator em 2016. Ao todo, foram 31 peças de teatro ao longo da vida, muitas delas com Glória, como “Tudo bem no ano que vem” (1976), “Toma lá,dá cá” (1983) e “E Continua tudo bem” (1996).

“O trabalho do ator é bonito e útil. Diz respeito à sensibilidade. Eu procuro desempenhá-lo da melhor maneira possível, com a máxima eficácia. Tento convencer as pessoas das verdades daquele personagem. Essa carreira me gratifica muito”, disse ele ao Memória Globo.

Edição: Aurélio Fidêncio
Fonte: Globo

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