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Notícia postada em 07/08/2010
Alan Ayres realizou o pior evento do Pagliato em Sorocaba - SP
Alan Ayres realizou o pior evento do Pagliato em Sorocaba - SP, com Show de Luan de Santana
Redação
Clickaraçoiaba - Araçoiaba da Serra - SP
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 Créditos da Foto: Aldo V. Silva 
Conselho protocola denúncias e organizadores devolvem dinheiro!

O Ministério Público e a Vara da Infância e Juventude serão notificados de que os espetáculos do â??Sorocaba Country Festâ?, na noite da sexta-feira e madrugada de sábado (31), foram frequentados por menores de 12 anos em companhia dos pais e houve flagrantes de menores de 18 consumindo bebida alcoólica. A informação é do presidente do Conselho Tutelar de Sorocaba, Paulo Eduardo Carvalho. Carvalho disse que registrou uma ocorrência na Polícia e no relatório a ser entregue para a Justiça serão anexadas fotos e a descrição de pelo menos 20 casos de menores identificados flagrados em ações irregulares: como a ingestão de álcool ou idade inferior à permitida para entrar no local. O evento, segundo a organização, reuniu cerca de 20 mil pessoas e o show do cantor Luan Santana, o que mais atraiu crianças e jovens, ocorreu na madrugada de sábado, no Centro Hípico Pagliato. O espaço estava sob a responsabilidade da Ayres e Ayres Eventos Ltda, que organizou o evento.

Um dos sócios e representantes da Ayres e Ayres Eventos, Alan Ayres, reconhece que houve crianças entre o público porque a situação ficou fora de controle, já que o show agrada muito o público infantil. Quanto à ingestão de bebida alcoólica por menores de 18 anos no interior do evento, Alan afirmou desconhecer, mas observou que parte chegava alcoolizada. Ao ser informado que o Conselho Tutelar flagrou essa situação e cientificaria a Justiça, Alan disse que irá consultar advogados. Alegou que solicitou autorização à Justiça mas a negativa para menores de 12 anos foi dada dez dias antes. Argumentou que devolveu dinheiro correspondente a cerca de 500 ingressos de menores que não puderam entrar enquanto, que em ocasiões anteriores, como no rodeio do ano passado, não houve a mesma restrição.

16 conselheiros para 22 mil pessoas

Na noite da sexta-feira, por volta das 21h, jovens aparentando ter menos de 18 anos consumiam cerveja e outras bebidas alcoólicas no lado externo da portaria, alguns deles na frente do presidente do Conselho Tutelar, Paulo Eduardo Carvalho. Ao ser questionado por uma jornalista se não iria averiguar as idades dos jovens, respondeu que como havia 16 conselheiros tutelares para um público aguardado de 22 mil pessoas, o Conselho Tutelar não tinha condições de checar a idade de cada adolescente e por isso o trabalho seria principalmente concentrado na fiscalização que cabia à organização do evento. Caso essa não cumprisse a sua parte, o Conselho Tutelar a denunciaria. Por volta das 22h, a oficial da Polícia Militar, tenente Iara Carolina Duarte, coordenava a fiscalização de policiais junto aos adolescentes e encaminhava os menores flagrados ingerindo álcool para os conselheiros tutelares.

O presidente do Conselho Tutelar disse que â??por questão de segurançaâ? os trabalhos seriam principalmente para evitar o ingresso de menores de 12 anos de idade, mesmo em companhia dos pais, devido ao número de conselheiros. Ressaltou que o trabalho que estavam fazendo não era função específica do Conselho Tutelar, já que a fiscalização em eventos cabe ao corpo de voluntários da Vara da Infância e Juventude. Os voluntários foram dispensados em fevereiro deste ano e desde então não houve interessados para preencher as vagas. A vice-presidente do Conselho Tutelar, Sílvia Campanati, observou que estava cabendo ao conselho informar as restrições aos pais com os ingressos em mãos, já que não havia qualquer cartaz, ou menção no convite sobre tal proibição.

Crianças choram e pais ficam inconformados com proibição

â??Eu estava esperando esse show e agora não posso entrar...â?, foi a frase emendada ao choro pela menina Beatriz, 10 anos. â??Como fica a expectativa que ela acumulou durante três meses para ver o ídolo e agora ser barrada dessa forma ao chegar?â?, questionou o pai e construtor Ozéas Carvalho de Souza, 33 anos. Pai e filha estavam abraçados, ele agachado ao chão para ficar na altura da menina, quando foram vistos pela reportagem. Obedeceu à orientação de que a menina não poderia entrar, mesmo acompanhada pelo pai.

Ozéas pagou R$ 40,00 em cada um dos ingressos, mas dizia que a situação que enfrentava pesava bem mais do que os R$ 80,00 pagos. â??É lamentável porque o público-alvo dele é de crianças e adolescentes. Dez anos de idade são suficientes para deixar entrar acompanhado com o paiâ?, opinou. O construtor disse que imaginou que poderia entrar com a filha â??que é fã dele, demaisâ?, porque em um anúncio do evento viu o próprio Luan Santana dizendo que o público é de crianças e adolescentes.

A dona de casa, M.O., 32 anos, estava com os filhos de 6, 8 e 16 anos e recusava a notícia de que não poderiam entrar. â??Quando eu fui comprar os ingressos, em julho, a moça disse que elas poderiam entrar. Cadê a Justiça agora?â?, questionou. Com a filha chorando ao lado, argumentou que estava enfrentando uma injustiça.

Esta foia matéria do dia 01/08/2010, a seguir veja o desenrolar deste npitido caso de má organização, e irresponssabilidade por parte dos responssáveis.

Os menores de idade que não puderam entrar no show do cantor Luan Santana, na última sexta-feira no Centro Hípico Pagliato (rua Antônio Aparecido Ferraz, 1.111), estão sendo ressarcidos do dinheiro do ingresso. É necessário que o representante legal apresente o bilhete no local, mais um documento de identificação do menor que teve a entrada proibida, entre 9h e às 17h, até sexta-feira. Já o Conselho Tutelar de Sorocaba protocolou ontem, no cartório da Vara da Infância e Juventude de Sorocaba, as denúncias e notificações referentes à venda e consumo de bebidas alcoólicas envolvendo menores. Constam no documento 18 nomes, todos de crianças e jovens. A entrada estava proibida para crianças de até 12 anos.

O sócio-proprietário da Ayres e Ayres Eventos Ltda., responsável pelo show, Alan Ayres, disse que não foi notificado sobre o ocorrido. Mas assumiu que algumas crianças assistiram ao show, e alegou que isso ocorreu porque o evento era voltado ao público infanto-juvenil. Porém, alegou desconhecer que houve consumo de bebidas alcóolicas por parte de menores. De acordo com Ayres, cerca de 500 pessoas que não puderam entrar no evento já foram reembolsadas. â??Esse reembolso, lógico, só é cabível aos menores de 12 anosâ?, destacou.

Quanto à relação de nome apresentados à Justiça, o presidente do Conselho Tutelar, Paulo Eduardo Cardoso, disse que â??não há muita gente porque seria impossível pegar o nome de todos ali, mas temos exemplos sim de crianças, menores de 12 anos, que não poderiam estar lá, mas estavam, e de menores de 18 anos que consumiram álcoolâ?.

Cardoso acrescentou na notificação sugestões para que os trabalhos do Conselho nesse tipo de situação sejam melhorados. â??São coisas pequenas mas que infringiram o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como, por exemplo, um espaço adequado para o Conselho fazer a fiscalização no local, ou ainda, para que esse tipo de evento, quando voltado ao público infanto-juvenil, ocorra em horário apropriado e não tarde da noiteâ?, detalhou.

Ele espera que o Ministério Público chame os representantes do Conselho para discutirem melhorias na ação. Até o final da tarde de ontem o documento não havia sido despachado ao MP, que poderá abrir inquérito civil para avaliar o ocorrido. A promotoria deve se pronunciar nos próximos dias, depois de analisar o documento.


Materia: Leandro Nogueira
Edição: Aurélio Fidêncio
Fonte: J.C.S.


 

 

 
 
 
 
 
 
 
 


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