Zé tava “batendo uma” na praia, lutadora de MMA ganha a fita e couro come

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Lutadora de MMA detém homem que se masturbava em praia

“Fiquei com receio de bater nele demais”, diz Joyce Vieira, 27, lutadora de MMA que confrontou um homem que se masturbava a céu aberto, numa praia de Cabo Frio (RJ).
As fotos da briga foram parar na internet e viralizaram. Desde então, Joyce é tratada por epítetos como “ícone” e “deusa”.

No ringue, ela é conhecida como Princesa Fiona, a musa do ogro Shrek. Conta à reportagem que só treina com homens entre 65 kg e 90 kg.

Fora do tatame, contudo, ela nunca havia usado sua expertise em artes marciais como jiu-jitsu (é faixa azul), muay thai (faixa azul escura) e boxe inglês (nível amador).

Isso até segunda-feira (8), quando ela e uma amiga foram surpreendidas por um homem na praia do Braga, onde faziam uma sessão de fotos.

Num primeiro momento, Joyce viu o homem (ainda não identificado pela polícia) e achou que ele esperava alguém da família. “Quando olhei melhor pra ele, ele tava do jeito que estava, calça abaixada, em pé. No caminho passava pessoas a toda hora.” Crianças inclusive.

Ela diz que até tentou dialogar. Pediu: “Pô, cara, tá de sacanagem, guarda isso aí”. Segundo Joyce, ele estava com o pênis pra fora, “visivelmente ereto, fazendo barulhos e gemendo”.

Não parou nem quando avistou as duas amigas, a coisa de dois metros de distância. “Continuou se masturbando e disse: ‘Por que, não gostou? Vem cá’.”

Aí Joyce admite: perdeu as estribeiras. “Desse ‘vem cá’ pro confronto foi muito rápido. Não pensei em nada, entrei em estado de êxtase. Porque foi muito surreal. Geralmente pessoas que são pegas fazendo isso sempre negam, ‘não, não’. Ele, não, ele continuou.”

Suas canelas ficaram roxas de tanto chute que deu nele, conta. Recebeu um murro de volta. “Mas o soco me deu mais raiva ainda. Queria matar ele de tanto bater. Mas matar não pode, né? Queria moer ele de porrada.”

Joyce tem 1,75 m e 70 kg, mas em temporada de combates baixa o peso para entrar na categoria de 61 kg. Em seu rol de ídolos, a brasileira Cris Cyborg, que em dezembro ganhou US$ 500 mil (R$ 1,9 milhão) por uma luta que durou menos de um minuto, e na qual acabou nocauteada, num campeonato de UFC.

“Desde pequena, sempre fui fã de lutas. Infelizmente, não consigo viver da luta, mas me dedico ao máximo para estar preparada quando a oportunidade chegar”, diz ela, que trabalha como vendedora de roupas, promoter, cabeleireira e corretora de imóveis.

O pega-pra-capar com o homem no litoral teve dois saldos positivos, avalia: primeiro, deter um importunador sexual. Segundo, os convites que começaram a chegar para eventos de MMA.

“Quando aquele cara viu que ia apanhar de verdade, começou a gritar. Um menino entrou na frente, ele aproveitou pra correr.” Ela prestou queixa da Delegacia da Mulher de Cabo Frio.

Nas artes marciais, diz Joyce, os lutadores são ensinados a não brigar na rua. “Mas eu não queria parar de bater, não.”

Edição: Aurélio Fidêncio
Matéria: Anna Virginia Balloussier
Fonte: Folhapress
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